Foi dada a largada. Ontem (02/08) foi realizado pela Band o
primeiro debate entre candidatos a prefeitura de Salvador. Pois é. Com algumas semanas de antecedência a
emissora insistia, como sempre, que era a primeira a realizar o debate entre
candidatos a prefeito. E pra variar só um pouquinho, repórteres entrevistavam cada candidato
que chegava a sede da emissora e faziam as mesmas perguntas: qual a
sua expectativa para o debate, candidato? E sempre com um sorriso no rosto o
candidato responde à pergunta de forma agradável, provavelmente recebida em um
papel amassado de um assessor de campanha ou treinada na frente do espelho
antes de sair de casa e prontinha para ser vomitada em qualquer repórter que se
ousasse lhe fazer tal pergunta clichê. Ufa! Um pseudodebate. Segundo a própria
emissora e os candidatos prometeram, exposição de ideias e propostas para a
cidade fariam parte do debate. Hein? O próprio modelo de debate imposto pelas
emissoras de comunicação já é um empecilho para a exposição de qualquer ideia
que seja; tudo é muito cronometrado, robotizado, engessado, em fim... Dois minutos para um candidato responder à
pergunta elaborada pela emissora. Tempo mais que suficiente, não é? Claro que
não. Isso só ajuda a manter o modelo de resposta fest-food. Acho que quando a
população diz não gostar do horário político tem razão. Em não assistir aos
debates, idem. Tanto é que vi um dia desses, não lembro onde, que a maioria das
pessoas que veem os debates, já tem seus votos definidos. Ou seja, assistem
para se divertir, creio eu. Em tempo de Zorra Total qualquer debate político
nos traz um pouco de divertimento.
As promessas e as respostas são sempre as mesmas e por mais
bonitas que sejam não serão cumpridas. Sim, sou pessimista. Ponto. Todo mundo
sabe que política é poder e gira em torno de interesses, sejam políticos ou empresarias
que por coincidência, quase sempre andam juntos. Salvador infelizmente passa
por uma situação lamentável. A cidade é dividida em lotes, o que não é novidade
para ninguém. Também não vejo solução. Quem faz aniversario, ou seja, ganha a
eleição, tem mesmo que dividir o bolo. O primeiro pedaço sempre vai para o pai,
mãe, irmão, ou para o melhor amigo. Quem apoia mais, seja financeiramente ou de
qualquer outra forma, leva a maior fatia. Sempre!
PRIMEIRA PESQUISA - Temos oito opções: Votar em um dois seis
candidatos, nulo ou em branco. O primeiro é o neto de ACM, não necessariamente
“neto” precisaria vir antes de “ACM”, já que o menino já anda com suas próprias
pernas há algum tempo. Pelegrino, candidato do PT, sonha há alguns anos ser
prefeito de Salvador, só. Como uma novidade velha, ou vice-versa, aparece o
salvador MK, ou Mário Kertész. Depois de 18 anos comandando a Rádio Metrópole,
ouvindo os problemas da população, batendo em João Henrique e mandando página
musical, vem dizer que Salvador tem jeito. Acredito. Salvador tem jeito mesmo.
E sinceramente, até gosto de MK e com certeza ele fará a diferença nessas
eleições. Em 4° está Márcio Márinho, o bispo. Não sei o que comentar sobre o
vice de ACM Neto nas eleições para prefeito em 2008. Lembram? Pois é. Em
seguida vem Da Luz, que há algumas décadas pensa em acender as luzes de
Salvador. É até um pouco engraçado, como a maioria dos candidatos de partidos
nanicos. Hamilton Assis, nem preciso comentar, já que não pontuou nas
pesquisas. Só que não sou desses, gosto de democracia. É até legalzinho,
poderia ter se candidatado a vereador, as chances seriam maiores. Pena.
Pra mim, é dia 21 de agosto que começar o melhor da
politicagem. A propaganda eleitoral virá com as mais variadas figuras que a
televisão poderia ter. Como os programas de humor andam em falta na Tv
brasileira, vou aproveitar o período para me divertir, principalmente com os
candidatos a vereadores.
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